a terra

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ilustrando noites em que me sinto só – mas cada vez mais perto da terra,
todos estão dormindo e meus olhos se concentram na luz da rua – pálpebras que palpitam;
busco desesperadamente companhia no oceano que plana naquela noite – as ondas sonoras do vento que sopra de leve, os carros que ouço ecoar longe, as luzes acesas em prédios que flutuam no silêncio.

sinto-me em paz e sinto-me só,
enquanto há silêncio nesta casa e não há espelhos que irão se quebrar um dia;
como frutas e arrumo minhas roupas,
visto uma camisa limpa e olho pela janela.

às vezes fumo um cigarro e vejo como a fumaça costuma se desfazer pelo ar,
acompanho calmamente as batidas de meu coração,
e como cada nuance da cidade escreve uma nota nas partituras de minha vida.

estou vivendo e encontrando os pedaços que faltam de mim,
encontro-os em universos, em pessoas e em sorrisos que me dão;
às vezes em dias de neblina, músicas que ouço e sonhos que sonho acordado.

meu coração pulsa por através da camisa;
o sol que atravessa as frestas da janela e ilumina um rosto que eu sonho ter ao meu lado;
os dias de verão que esqueço, as memórias sucintas de sorrisos, raios de sol e risos que eu um dia ouvi.

o quão idiota é ser apaixonado pela vida?

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