Síntese

Chega aquele momento em que nós passamos a viver de fotos,
olhamos pela janela do ônibus e vemos um momento acontecer
e no minuto seguinte se desfazer, perdendo-se com outras milhões de histórias
de momentos que gostaríamos de ter fotografado e que nos esqueceremos.

É esse o momento em que percebemos:
nossa vida deixou de ser nossa
nossos corações não são mais nossos
apesar de pulsarem em nosso peito.

O mundo, sua beleza, suas minúcias
tudo nos rouba a vida, o coração.

Pessoas ora nos roubam a sanidade
ora nos roubam o doce
[e deixam-no com o amargo.

E aos poucos percebemos:
vivemos de fotos
e de possibilidades de tê-las tirado.

E a hora em que o filme acabar?

Olharemos através do espelho e enxergaremos:
nós ainda somos um infinito de possibilidades
para fazer de nossa vida um álbum de fotografias
que vão amarelar, amargurar
mas continuarão a pulsar em nosso peito.

É esse o momento em que percebemos:
nossa vida nunca foi nossa
nossos corações nunca foram nossos
apesar de pulsarem em nosso peito.

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