O convite para o suicídio

Doendo profundamente, olhei, cuidei o horizonte
N’uma pedra apoiei o resto do que sou eu
Estilhaços de um amor que não mais existe
E meus olhos vertem em lágrimas

A solitude tornou-se um âmbito inevitável
O frio em meus braços e pernas tornou-se adorável
Meio ao meu sorriso triste, lembrei que podia ser envolvido pelo teu calor
E percebi que em mim morava a vontade de te amar; solamente amor

E eu me tornei moradia
Necessitava do sol
Pois eu era a hipotermia
E a cada minuto morria como o cantar do rouxinol

Cada vez mais longe do que eu sonhava ter
Decidi morrer para não te ver sobreviver
Meu reflexo no espelho que era o rio marcava o resto
Pois já havia arraigado meus pés ao fim

E um dia quem sabe, eu volte para dizer:

Que te procurei tanto a ponto de me perder
Que te amei tanto a ponto de conquistar o ódio
Que isso tudo perdurou tanto que cheguei a morrer
Que tu foste o convite para o suicídio

E eu o punhal deste sacrifício.

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2 respostas para O convite para o suicídio

  1. Emily disse:

    :´) lindo!

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