Sonhos de valsa

I:

Eu bem que poderia inundar tudo com palavras
mas não
só não.
Eu bem que poderia escrever tudo que é intangível
afinal, artista faz o que não pode
e o que sente.
Eu bem que poderia tentar explicar
mas não quero entender
pois sou ignorante.
E sendo ignorante, nada melhor do que fazer o que faço:
não saber nada
e sentir tudo.

II:

Nós falamos português como se falássemos inglês
nós falamos línguas como se falássemos o que sentimos
nós crescemos como se não fossemos mais crianças
mas todos nos sujamos brincando.
E se eu cochichar no seu ouvido uma verdade
você ainda vai sonhar por uns segundos
até adquirir total senso de realidade
com um sonho que eu te cochichei ao pé do ouvido.
Nunca vamos acordar sonhando.

III:

Ninguém nunca me disse para que lado o relógio gira;
acordar à noite e ter que ir pra casa.
Domingo é um dia muito secreto para mim
voltar pra casa sozinho é sempre muito medíocre.
Eu juro, é noite
não fui eu quem escureceu
não foi o meu sorriso o eclipse
foi sua sombra sobre mim escondendo a tudo
[só para nós.
Me abrace
o dia está acabando
você sabe bem, os Domingos me deixam assim
mas amanhã começa tudo de novo.

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