Raconto de Março

Verão, maldito verão! Odeio-te do fundo de meu coração. Ó, como podes ser assim tão odiável, ó verão? Costumava amar-te, ó, quando era eu um pimpolho, um pequeno serzinho adorável, assim como eras tu, ó verão! Eras-me tão aprazível! Tão apaziguante era a sua chegada e a sua constante presença, ó verão… que fizeste tu para tornar-se tão amargo? A vida surrou-lhe o coração, ó verão? Pois bem sei eu! A vida a todos surra… como dizia o autor: “Para quem a vida lhe é amarga, nada lhe causa a cachaça.”.

Ó verão, ó verão. Dirigi-me para dentro do shopping a fim de aproveitar o seu ar-condicionado e a esmo permaneci ali, lendo em uma calma e tranquila zona de descanso. Assim fiquei por incontáveis minutos, regozijando o maravilhoso milagre do ar-condicionado! E como era gostoso! Como era linda a vida naquele exato momento. Algumas vezes distraía-me com a presença de diversos seres que por ali vagueavam; às vezes andarilhos passavam sem que pudesse vê-los, mas sim, senti-los; o cheiro inescrupuloso que me causava enorme dissabor desconcentrava-me da leitura.

Por mais que fosse ali o lugar, limpinho e bem frequentado, ora via-se seres tais quais era este, pois um banheiro encontrava-se ao fundo do lugar e lá lavavam eles o rosto e tomavam água. Os pormenores – as pessoas – nada me causavam, mas às vezes causavam-me mais do que qualquer outra – e este é o caso.

Subia pela escada rolante uma belíssima menina, aparentava os dezessete, com o rostinho delicado, cheio de pintinhas; cabelo castanho, uma roupa delicada, uma saínha, sapatilhas e uma camiseta que me parecia extremamente confortável. Seu soutien saltava avantajado, muito embora não parecesse possuir seios grandes; era possível observá-lo e mapeá-lo só com os olhos – seu soutien branco. Ela, de pele tão branca, ostentava um olhar despreocupado, ainda assim, vívido. Parecia maravilhar-se com os pormenores enquanto a escada rolante a trazia para mais perto de mim; sucedera que de tanto maravilhar-se com os pormenores que ali lhe chamavam a atenção, acabou por ir ao chão quando chegou ao fim da escada rolante. Obviamente – e instintivamente – meu primeiro impulso foi ajudá-la a levantar-se, e indizível foi a sua reação, indescritível era o seu sorriso em meio ao descontento que havia ali sofrido, mas havia sorrido para mim de forma indizível; lhos digo, ó, digo! Estava apaixonado, com toda a certeza! Seus olhinhos, pequeninos, esperançosos, esmaecidos, enquanto a ajudava eu; levantei-a e ajudei calçar sua sapatilha e assim nos entreolhamos, entre sorrisos de gratidão dela, e sorrisos meus, de amor. Um minuto de silêncio. Começou a olhar para os lados, parecia perder-se facilmente em meio a qualquer coisa, entrelaçava os dedos com as mãozinhas esticadas para baixo; era dócil, uma garotinha. Um frio inexplicável, daqueles que parecem anteceder um acesso febril tomou conta de mim, e logo em seguida, esse tipo de calor febril que me causou um turbilhão de pensamentos, todos eles relacionados ao amor, assim lembrei-me instantaneamente de meus fracassos e dos motivos pelos quais ainda estava sozinho, e foi quando a beijei, um beijo sem uma ponta sequer de sanidade, não era também um beijo convencional, apenas beijei-a e segurei sua boca contra a minha, de modo brusco à primeira estância, mas esmaecendo-se em meio à brisa do ar condicionado, em meio ao clima agradável que me foi teletransportando de volta à realidade. Os lábios se soltaram, ela demorou a abrir os olhinhos, e tornou a olhar-me no rosto, ainda estávamos perto demais para embarcar em outro beijo, ela fechou os olhos e beijou-me, desta vez com direito a sentir suas mãos entrelaçando meu corpo, ora tocando meu rosto, ora acariciando-me os cabelos.

Como me era curioso: a única pessoa que me fizera sentir realmente homem, ou causara-me uma enorme vontade de criar um laço muito mais sério… era uma garotinha de apenas dezessete. De todas, apesar de poucas, ela era a única que me causara esse tipo de sentimento. E o que tornou tudo mais curioso era o seu ser – ou não ser –; era uma criança despreocupada, que me olhava a esmo, sem pressa, tampouco vontades; éramos, apenas. Nossa existência ali estava e não se extinguia por qualquer coisa: por pressa, por vontades, por ambições.

Tomou conta de mim novamente aquele frio horrível e indizível; minha aparência tornava-se grotesca quando se apoderava de mim esse pensamento: o de dominá-la, de tê-la. Meu rosto empalidecia, ela me olhava, perguntando: “Bem?” e eu demorava a responder, aí vinha o calor febril, horrível! Saltavam-me os olhos! Derramava muito suor, sentia-me sufocado só por cogitar algo totalmente adverso àquele momento, o que me restava era beijá-la, mas beijá-la simplesmente para não cometer atrocidade alguma; ainda assim gritava, mas gritava lá no fundo essa vontade… de apoderar-me dela, mas seu beijo… ah, seu beijo! Fazia-me esquecer das maldades que queria eu cometer àquela linda e doce garotinha. Ao fim daquele beijo sucedeu uma situação que estava por acontecer, e eu sabia: ela tinha que ir embora. Assim disse-me, com sua voz suave, com o olhar preso ao meu: “Tenho que ir embora”. Um filme rolou nos meus olhos, ainda presos no dela; entreolhamo-nos até que pudesse eu realmente respondê-la com sanidade, mas nada de são veio de mim neste momento:

– Não. Você não vai, aliás, digo-lhe, ó, amor meu; há pouco tempo conhecemo-nos, mas os seus olhos já conheço, e neles vejo o oceano, sim, pois bem, vejo-o, e digo-lhe, aliás, cochicho-te ao ouvido agora… que não quero que vás. Mas não simplesmente quero, aliás, ordeno. Pois bem, quero-te! Mas far-lhe-ei uma proposta: fujamos juntos, ó, amor meu. Fujamos.

Tomou conta do rosto daquela garota novamente um devaneio, não conseguia ela simplesmente passar-me sensação alguma de preocupação ou de dúvida… ela olhou, e olhou ao redor, olhou para a farmácia, para o mercado, para um casal que ao nosso lado estava e concluiu, com um sorriso no rosto:

– Vamos! – disse-me com os olhos a brilhar.

A noite já caía, entramos em meu carro e dirigimo-nos ao deus-dará. Não fazia ideia alguma, eu, de onde iria com aquela garota, apenas estava decidido a seguir com ela para onde quer que fosse. Estávamos na autoestrada, ela abriu a janela e permaneceu com a mão pra fora, deslizando-a meio ao vento, olhando para o nada, para o escuro que ali permanecia; seus cabelos balançavam, sua expressão era inexata, como sempre; toda vez que me desconcentrava do caminho que seguíamos era para tão-somente admirá-la. Comecei a perder-me não só nos devaneios de amor, mas também no sono, decidimos parar em um posto à beira da estrada.

Com a janela aberta, estávamos deitados e abraçados na cama, uma brisa fresca se apoderava do nosso quarto e balançava as cortinas, o assoalho de madeira rangia a cada movimento que fazíamos na cama; seus dedos vagueavam em meu peito, ela me olhava nos olhos de ora em ora enquanto continuava a passear por meu corpo com os dedos, incitando-me o amor. Um ímpeto, pela primeira vez, tomou conta dela, foi a primeira vez que vi em seu rosto uma expressão que pudesse interpretar, mas um ímpeto nada voraz, pelo contrário, de extrema leveza, de extrema calmaria, de extrema despreocupação e amoralidade; vagueou em meus lábios, navegou por meu pescoço, olhou-me nos olhos e incitou-me a amá-la como nunca.

O dia nasceu, e junto ao meu peito deitava aquele doce serzinho, fiz o possível para não acordá-la enquanto levantava, e lá permaneceu ela, sem nada para se preocupar, dormindo. Eu tomei um banho e tratei de ir até a loja de conveniência para comprar algo para comermos, alguns salgadinhos e refrigerantes. Quando voltei a cama estava vazia e seus resquícios me levavam ao banheiro: com a porta entreaberta e o barulho do chuveiro que tomava conta daquela manhã vazia que ali permeava. Saiu do banho, ainda toda molhada e nua, pedindo por uma toalha; em nada se preocupava ela em mostrar seu lindo corpo, aliás, de nada devia por ser tão formoso e escultural, mas presumir-se-á que tal garotinha ainda sofra com os preceitos da moral que assola nosso dia-a-dia, o ódio ao corpo, ao íntimo. Sempre pensei, aliás, que esta coisa toda de ódio ao corpo do próximo, principalmente às partes íntimas é um grande causador, ou até uma metáfora engraçada, cuja qual nos faz entender o porquê de sermos tão sós. Por que deveríamos discriminar a imagem do alheio, se a nós ela nos parece? Afinal… em que somos diferentes?

Tratei de secá-la com o lençol da cama, pois não tinha nada comigo, sequer uma roupa extra, e coloquei o lençol para secar na janela. Tomamos café da manhã juntos e perguntei-a:

– Que faremos hoje?
– Vamos viajar! – olhou-me esperançosa e sorridente

Dito e feito! Pagamos a conta do hotel, colocamos gasolina e fomos viajar um pouco mais para o leste. Seguimos pela autoestrada, o dia estava nublado, mas ainda assim persistia aquele calor abafado, a poeira que levantava junto com a estrada causava-me uma sede insaciável. Um homem à beira da pista pedia por carona e disse-me ela: “Vamos ajudá-lo?”, no começo cheguei a hesitar, mas acabei por parar e ajudar o homem, que me saudou:

– Ó, como sois generoso, ó homem! Ó mulher, agradeço-te também pelo sorriso e pela recepção. Vocês são muito generosos e bondosos! – disse, entrando já no carro – agradeço-os infinitamente. Acabei por ficar sem carro, acabei por ficar sem nada, a mim pertence-me apenas um pouco dessa dignidade, creio que vocês não a verão nesse estado – disse rindo – e também esta maleta. Sabem, aliás, o que tem nela? Pois vos digo, ó generoso casal. Aqui possuo dez mil reais, pois bem, solucem, mas não se interessem – pôs-se a rir novamente – e lhes digo mais: não sou mero senhorio, digo-lhes, sou um ladrão e estou em fuga, mas não se preocupem, nunca me pegarão; sou um tipo de criminoso como nos filmes de Hollywood, daqueles que executam um crime perfeito! Ah, mas não me apetecem os fins geralmente felizes… onde pessoas ruins se dão mal! Aliás, por favor, digam-me, para onde estão indo? Irei com vós, ó, onde for! Apenas desejo ir a algum lugar.

– Não estamos indo a lugar-

– Estamos indo à próxima cidade, não é, amor? – disse minha pequena, interrompendo-me.

– Ah, pois bem! – disse o homem – então vamos, vamos! Estou ansioso para tomar uma cerveja gelada! Aliás, pago-lhos uma! Não haveria modo melhor de retribuir a bondosa carona que estão a me dar, se não com uma cerveja geladíssima nesse calor infernal!

Liguei o carro e acelerei. Minha cabeça preocupava-se em apenas encher-me de pensamentos aleatórios; pensava comigo mesmo: por que minha pequena havia de interromper-me e tomar as rédeas da situação… era isto bom? E este homem com todo este dinheiro? Este ar suspeito, essa fala acelerada, esta educação toda meio a uma deserta autoestrada, nada me parecia certo nesta situação. Os dois conversavam incessantemente, mas minha cabeça ignorava-os completamente, de vez em quando olhava para o lado e pegava-a sorrindo e conversando com aquele senhorio. De nada me interessava, concentrava-me em acelerar, em chegar logo àquela cidade para livrar-me deste homem que me atormentava os pensamentos. Sucedeu um pequeno problema: o carro acabou por pifar meio à deserta autoestrada. Fomos obrigados a parar para que eu pudesse checar o problema e, possivelmente, arrumá-lo. O problema era exatamente o que eu esperava – o calor em demasia. Desligamos o carro e pusemo-nos a esperar, os dois continuavam a conversar, e eu, a ignorar. O homem, por fim, disse:

– Tenho que ir urinar, aguardam-me aqui?
– Claro, vá! – respondi.

Assim que sua presença e seu cheiro já não reinavam mais meio ao ar, disse-me a pequena:

– Tenho um plano.

Olhou-me fundo aos olhos e contou-me todo o plano. De novo, tomou conta de mim aquele frio febril e, por conseguinte, como era de se esperar, o calor exacerbado que quase me fazia passar mal; olhei-a nos olhos e abri o porta-malas. Peguei um machado que ali tinha eu e coloquei-o no banco do motorista, mais precisamente perto da porta, com a cabeça socada no chão, perto dos pedais. Escondia-se extremamente bem aquele machado; era de tamanho médio, o suficiente para cortar madeira. O homem que havia se embrenhado meio a vegetação que ali permeava, voltou.

– É… o número dois resolveu aparecer também – disse rindo, e completou: E o carro, amigos?
– Ah, bem lembrado, ó senhorio. Vou tentar.

Caminhei até a porta do motorista enquanto ambos esperavam atrás do carro pela resposta. O carro, incrivelmente, não queria pegar. Parecia-me coisa do destino, esta garota, este plano, este homem. Hesitei, por alguns segundos, tentando pensar e fazer o carro pegar de novo, aí surgiu a bela voz que tanto eu amava:

– Desista, não vai pegar até que a noite caia!

Não hesitei. Tomei o machado nas mãos e caminhei segurando-o rente à minha perna e quando avistei o senhorio, pus-me a usar as duas mãos para segurar o machado e deferir-lhe um golpe na cabeça – o mais centrado possível. Não teve tempo algum para expressar-se; caiu meio ao chão com o machado sujo de sangue e enfiado em sua cabeça. Minha pequena olhava-me saltitante, dizia-me:

– És o melhor! És o melhor!

Eu observava o que ali havíamos construído… quem diria? Uma garota que tropeçou meio ao meu tédio, provocou-me esta soturna paixão… quem diria? Uma garota que decidiu fugir com, que conseguiu dar-me a melhor noite de todos esses anos e fez-me matar um homem por dinheiro; e ainda dizem que o amor não é o mais poderoso dos sentimentos. Talvez seja, não por ser o amor, mas por acarretar consigo tudo de bom e de ruim. Peguei o machado nas mãos e retirei-o da cabeça do homem, dei-lhe outra machadada na cabeça, desta vez acertei o cérebro e realmente tinha noção de que tinha matado-o. Minha pequena logo entrou no carro e abriu a maleta, pôs-se a gritar incessantemente quando pôde ver todo aquele dinheiro reunido, gritava eufórica, gritava como nunca. Era a primeira vez que tinha visto-a expressar-se de maneira tão extrema. Era felicidade.

Quando saiu do carro e dirigiu-se a mim com a maleta nas mãos mostrando-me a quantidade incrível de dinheiro que ali tinha, eu ainda estava com o machado nas mãos, o sapato sujo de sangue e a euforia em meu respirar, mal pude eu respondê-la ou expressar-me. Era inexata a sensação que eu tinha dentro de mim; aí se apoderou novamente de mim o frio inexplicável e o calor absurdo que vinha consigo, e foi neste exato momento que perdi a sanidade: com o machado na mão, levantei-o com as duas mãos para o alto a fim de acertar minha pequena. Minha vontade era obscura; desde o início sentia aquela atração inexplicável por ela… e esta vontade inexprimível de poder que resultava nesse frio e depois em um calor horrendo. Deixei que o machado caísse, ao invés de impor forças àquele instrumento, deixei-o cair, simplesmente. O rosto de minha pequena era amável, como sempre. Em um último instante chegou a oferecer-me um último sorriso unilateral, parecia ter controle da situação, como se me prometesse que voltaria… ou que simplesmente não iria embora.  Ela caiu no chão junto ao senhorio que antes tinha eu dado um fim; deixei o machado deitado ao seu lado e a maleta de dinheiro ficou junto à sua mão. Esperei até que o carro pegasse e fui embora rumo ao que antes parecia o lugar que eu mais queria ir – com ela. Meio àquela viagem que agora era banhada pela luz da lua lembrei-me de súbito dos fracassos amorosos desta vida, assim como antes havia eu me lembrado deles enquanto pensava em dar à minha pequena um beijo. Sucedeu que, os fracassos desta vez não se empenharam em criar uma oportunidade para sorrir, mas sim de chorar.

Ó, verão, como és amargo! E a vida nos é, tão-somente… amarga.

[Agradecimentos especiais ao Felipe Pacheco pela releitura e correção dos erros ortográficos. <3]

Anúncios
Esse post foi publicado em Sem categoria. Bookmark o link permanente.

10 respostas para Raconto de Março

  1. Rola Master disse:

    Se você pensar que um simples encontro de olhos em um dia qualquer e uma pequena aventura da vida é tudo isto, com certeza irão acontecer outros muitos fracassos amorosos.
    Não crie muitas espectativas sobre a vida pois se houver descontentamentos certamente o desapontamento será muito maior do que se tivesse criado pouca ou nenhuma expectativa.
    Quanto mais amargo pensa que serás, mais amargo será. Algumas vezes até azedo.

    Como diziam os sábios Hermes e Renato: “Mulher gosta é de dinheiro, quem gosta de peru é bicha.”

  2. Que foi criado pela tua cabeça, que provavelmente é baseada em sua visão e gestalt.

  3. Ou eu esperava argumentos melhores do que estes, mas tudo bem.

    Uma dica: você escreve muito bem, muito melhor até do que muitos professores de língua portuguesa, porém o texto, após algumas linhas ele se torna meio maçante, repetitivo e monótono. Porém a criatividade vai além da imaginação comum. Congratulações, continue que um dia ficará perfeito. Este dia talvez será aquele, quando terá mais experiências sobre a vida, ainda és muito novo e tudo que se pode escrever é ficção mesmo, que não reluz tanto quanto palavras verdadeiramente verdadeiras, provenientes de momentos, sentimentos e situações reais.

    Não se preocupe, isto será natural e virá com o tempo.

    • vittie disse:

      Raramente o que eu escrevo AQUI é uma experiência totalmente real que tenha acontecido comigo, por exemplo, esse raconto surgiu quando eu estava em um Shopping e vi uma mulher subindo a escada rolante, mas nada além disso, simples o fato de que me veio à tona essa ideia de enredo.

      Tem muita coisa que acaba ficando maçante mesmo… às vezes eu mesmo exagero em alguns detalhes ou em algumas coisas, ou linhas, é meio comum, mas eu tento ficar longe disso.

      Obrigado pelos elogios, anônimo.

  4. Ana Beatriz disse:

    Essa história me prendeu a todo instante, alias nao so a mim, mas todos que estavam ao meu redor. E esse desfecho foi sensacional VAL, se inspirou em alguma coisa para escreve-lo?

    • vittie disse:

      *_______*

      A história surgiu quando eu estava em um shopping e vi uma mulher suspeita subindo a escada rolante, aí na hora me ocorreu essa ideia. Aí depois só cheguei em casa e desenvolvi o que me veio à cabeça.

      Muito obrigado, Ana! (mesmo!) *_*

  5. Lucas disse:

    Gostei bastante, me surpreendi com o final, heh.

Comenta aí, mano!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s