Lamentos da noite

Solfejaram a brisa
Em minha direção
Ao pé do ouvido
Quimeras a sussurrar

Quieta, esmorece
Na sombra de uma cerejeira
Calando as ordens do Zéfiro
E navegando no silêncio

Cochilou nos degraus da tempestade
E parou a canção da chuva
Os pássaros que se abeberam
Solfejam a sonata de seu onírico

Furtiva, caminhara no devir
Fluindo para fugir do que era
Mergulhando em coroa de rosas
Antes que murchem em epitáfio

Assim descansa sua confusão
No meio da tempestade
Ó filha do Zéfiro
Temo o amanhecer

E que a fúria que não lhe desperta
Destrua as sementes que lhe deram origem

E no vento, surgiu sombra tal qual da mulher
E com um sussurro jogado ao alto
Comutou a fúria de Zéfiro
Em devir.

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