Arabesco

Mar aberto, possuto (cheio) de lágrimas, com birbilhoqueios (piscadelas) de giranovo (outono).

Em mar aberto da póstuma lamentação, mora no peito um compasso quatro tempos de quatro. Se é que o maestro consegue reger esse coração rebelde, esse mais profundo chacoalhar dos pés, se é que ele consegue… que obra prima seria! Linhas vivas… Tchaikovsky! Instintos, incisões, amor, súbito… Stravinsky! Falta de fôlego, dor no estômago, prelúdio do amor… Mozart! No gentil e nervoso suspiro… Debussy! E cá ousa uma lágrima ainda cair, só de imaginar, ao som dos instrumentos surdos e mudos da vida, todo o mar aberto, possuto de lágrimas, com birbilhqueios de giranovo!

No arabesco (a falta de razão do meu coração) mora a última nota da sinfonia.

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